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MPF - Obtida condenação de irmãos por tráfico internacional de armas

(Plenum Data: 11/01/2019)

Acusados agiram em conjunto com outros dois homens que já foram condenados pela Justiça

O Ministério Público Federal (MPF) no Espírito Santo obteve a condenação de dois irmãos pelo crime de tráfico internacional de armas. Luciano Junio Ferraz de Souza, de 33 anos, e Danilo Ferraz Levino, 37, atuaram em parceria com outros dois homens que já foram condenados pela Justiça pelo mesmo episódio.

Luciano foi condenado a oito anos e nove meses de reclusão, além do pagamento de 425,62 dias-multa; já Danilo foi sentenciado a sete anos e seis meses de prisão e ao pagamento de 316,25 dias-multa. Ambos já estão presos e vão cumprir a pena em regime, inicialmente, fechado.

O esquema que levou à condenação dos irmãos trouxe do Paraguai para o Espírito Santo sete pistolas ponto 40 da marca Glock, dotadas de dispositivo de rajada; 21 carregadores de ponto 40; e 377 munições do mesmo calibre; oito pistolas ponto 380 da marca CZ; além de 16 carregadores e 163 munições do mesmo calibre.

O material foi apreendido em 28 de fevereiro do ano passado com os outros dois envolvidos no caso e já condenados. As abordagens aconteceram após a Delegacia de Repressão ao Tráfico de Entorpecentes da Polícia Federal receber a informação de que, nesse dia, chegariam dois veículos ao Espírito Santo transportando drogas ou armas.

A investigação policial revelou que Danilo ficou hospedado por dois dias no mesmo quarto de hotel que os outros dois condenados em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ele só não foi preso em flagrante durante a abordagem policial ocorrida em Colatina porque encerrou a viagem antes, em Governador Valadares, Minas Gerais.

Já Luciano era o responsável por monitorar e coordenar o retorno dos carros com as armas e acessórios. No dia da volta para o Espírito Santo, ele se comunicou via ligação do Whatsapp pelo menos 37 vezes com os demais, além da intensa troca de mensagens.

Os quatro envolvidos participavam de dois grupos de Whatsapp (Route 66 e Pé na Estrada) que “se destinavam ao monitoramento da atuação da polícia e dos órgãos de controle aduaneiro na região da tríplice fronteira”, cita a sentença.

Processo nº 0500303-61.2018.4.02.5002.

Fonte: MPF
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